0 ESCREVENDO O TEMPO - UOL Blog
ESCREVENDO O TEMPO


 
 

Deus para Mãe

Deusparamãe

Só Deus sabe:

Por onde anda o tempo

Como se abrem as portas

O que é chorar com antecedência

O caminho mais curto

Como se chegar à humildade

Que o perfume da flor

Às vezes está na raiz...

 

Só Deus sabe:

Quando os olhos fecham-se

Que a saudade é uma caridade da felicidade

Onde se guarda a esperança

Quanto custa sentir piedade

Para que servem tantas vidas

Que o frio nem sempre está lá fora

Que a paz não vive sozinha...

 

Mas,

Só uma mãe sabe quem é seu filho

E mesmo assim, antes ele conhece a Deus.

 

 



Categoria: poesias
Escrito por Nadilce Beatriz às 21h33
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 
 

Para o Amanhã

O amanhã é um final de tarde.

Um mito,

ou uma longa nostalgia.

É uma louca alegria,

e se nada for dito

é uma maldita vaidade.

 

Memórias que corroem o tempo

sem piedade,

esburacando uma despedida

sempre mais ardida,

e sem caridade,

neste nada, eu acredito.

 

Carrego uma árvore em meu colo

como um enfeite.

Os brotos ainda estão vazios,

florescem como os rios,

e para meu deleite,

o amanhecer não terá conflito.

 

O amanhã possui melodias inéditas

iguais à primavera.

Um êxtase abraçado à esperança.

Viver e morrer à semelhança

de uma lágrima sincera

naquilo que ainda não foi dito.

 



Categoria: poesias
Escrito por Nadilce Beatriz às 21h17
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 
 

Pouco Homem e muito Tempo

Não faz tempo, a estrada estava sozinha

O homem era pleno

Os caminhos eram únicos

O homem era o Universo

Era a estrela vizinha

 

Agora, o tempo é usurpado de surpresa

Preso aos sons e as cores

Graças às épocas infinitas

O homem joga com a vida

Porque o destino não é uma presa

 

Através do amor, passam guerras e vitórias

E era uma vez uma paz

Onde o homem mirava seus pés

Porque eles pisavam a terra

Sem calejar as memórias

 

Há pouco tempo, a lua só era uma linha

E o homem era uma esperança

Foi de repente, e evoluiu na dúvida

Um homem só de mistério

Esquivo qual andorinha

 

Se existe uma despedida, que seja no infinito

Aqui morre homem e vive o tempo

Nada fica tão solitário

Quanto viver de universos

Temendo uma estrada e um anjo em conflito...

 



Categoria: poesias
Escrito por Nadilce Beatriz às 13h17
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 
 

Se eu Pudesse Recomeçar

Nada finda

Nem a partida que tentei empreender

Quando aqui aportei

Numa nau sem ida e nem vinda

 

Do passado

Trago uma felicidade incompreendida

Da vida que se inicia

Num segredo todo errado

 

Se eu pudesse recomeçar

Estenderia a mão a meu doce anjo

Não ocultaria suas decepções

Usaria suas asas para voar...

 

Hoje é presente

Viver é simples como uma branda nuvem

Complexo como tentar galgá-la

Através de astro distante e cadente

 

O futuro não tem portas

Minh’alma escolhe uma ilusão infantil

Para brincar de criação

Sob tantas ideias tortas!

 

Se eu pudesse recomeçar

Teria certeza que minha oração vingaria

O amor me traria Deus

E toda a esperança para abraçar...

 

O que será que perdi?

Tanto perdi

Onde, aonde...

Se eu pudesse recomeçar

Diria que parti.

 



Categoria: poesias
Escrito por Nadilce Beatriz às 22h48
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 
 

Relógios

Relogio

Milhares e milhares de números,

o relógio do tempo possui.

A vida, então, vem com toda velocidade,

não traz nenhuma idade,

somente um destino que evolui.

 

E quando a ciência descobre a morte

os números fartam-se de fantasia,

e o relógio deixa passar as visões

dos loucos cheios de ilusões,

no pulso, na parede, ou num dia.

 

Assim é, porque “será”, ainda não tem história.

‘Marque hora, e o tempo lhe roubará a tolerância’.

Mundo teatral de cenas inacabadas!

Tanta fé e glórias abençoadas!

Os ponteiros não vivem da mendicância.

 

Passam os números, homens e os mundos,

por caminhos obscuros na pressa de fugir.

Um sorriso grisalho de cabelos coloridos...

Mas quê! São minutos fingidos,

pois que, para viver tem que existir.

 



Categoria: poesias
Escrito por Nadilce Beatriz às 22h36
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 
 

Alva Noite

Alvanoite

Gosto da noite,

porque não é treva.

É simples visão noturna,

é o devaneio no olhar do gato.

Tão exato este mistério,

que para o Universo peço pernoite.

 

Fiz da música

um paraíso intocável,

onde a noite é sempre alva.

Com o devaneio e o faro do felino

de um ladino coração,

a atormentar uma jornada senil e lúdica.

 

E a treva insiste

agarrada num sol azul,

como se uma lembrança fosse

numa faina de criações indomáveis,

em mutáveis sentidos,

sempre que o tempo diz que nada existe

 

Fiz o que vive o nada,

no sereno com sabor de lua.

Meticulosa esta noite alva e eterna!

Que figura inquieta este inútil entardecer!

Sem parecer neófito,

para meu regalo de alma quebrada.

 



Categoria: poesias
Escrito por Nadilce Beatriz às 17h04
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 
 

Realmente

Scraps

Vou morrer no cansaço dos que vivem no ócio

Num fremir de procuras

Num ‘talvez’ que não duvido

Mas que existe nas fissuras

Do medo de que tudo seja eterno, realmente

 

Deixo meu querido amor perdido no tempo

Há de chorar, estou de partida

Retorno em pedaços em seu pranto

Na esperança aguerrida

Da velocidade da existência, realmente

 

Não há socorro para o destino que se revolta

Impele a nau para o nada

Vou deixar cair a âncora no acaso

Com o murmúrio de alma marcada

Findo a jornada com todos, adeus, realmente.

 



Categoria: poesias
Escrito por Nadilce Beatriz às 21h05
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 
 

Sombra

Sombra

A sombra é pouca e sem nome

Por onde anda toda loucura

De uma guerra que nada tomba.

Só padece o que já morreu.

Aquele que vive

Ainda assombra

A ideia do eterno grito ateu.

 

Com calma o mundo anda,

Catando espaço e tempo

Nos homens que juram possuir alma,

Assim, numa curta caminhada.

Por que tudo é nada,

Se a vida espalma

Uma ilusão ilhada?

 

A sombra,

Que guarda o passado,

Assombra o futuro.

A calma,

Que acalma o presente,

Esconde a fúria,

Semente da sombra.

 



Categoria: poesias
Escrito por Nadilce Beatriz às 21h47
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 
 

Tudo e Nada

Tudoenada

Se fosse um pouco...

Se tudo fosse um minuto.

Todo amor arguto.

Célere e sem história,

incauto coração fingido

a perder-se sem glória...

 

Com vagar o sentimento,

inebriante, com cheiro de querer,

vaga incólume sem saber

num rosto faminto de amor.

Do riso ao pranto, nada espera.

Simples assim, só o Criador.

 

Então o poeta inventou o instante

entre o beijo e um suspiro.

Fanfarronice escrita em papiro,

algo apoucado que foge da vida,

de um amor que conflita a existência,

para uma longa caminhada atrevida.

 

E é tão pouco este usufruir,

que traz no corpo um abandono

Qual teto ou asilo sem dono,

lamuriando em pautas os desejos,

germinando assim um louco infinito,

e desafinando os sons de realejos.

 

 



Categoria: poesias
Escrito por Nadilce Beatriz às 20h47
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 
 

MEU PAI (in memoriam)

Meupai

 

 

Neste tempo onde vi a partida sem rumo,

acossada a meu pranto, a dúvida cresce.

Talvez eu não tenha a alma dos sensatos,

ou perdida, só sei andar com sapatos.

Cresci com o medo de não ser uma filha,

crendo que ser criatura, seria meu rumo,

e hoje recolho uma lágrima que adoece.

 

Ao dar ouvidos às falhas que não cometi,

perdi teu passado que também foi dorido.

Como eras assim, cavalheiro maldito,

Conhecido ou olvidado e nada escrito?

Cresci com vontade de ser tua filha,

inequívoca, foi um tempo que nada entendi,

adiando assim,  teu tempo de ser  querido.

 

Mas a eternidade é um alento agradecido.

Partidas e regressos só trazem a esperança.

É provável que o tempo conte a melhor história,

pois a vida é que possui a infinita memória.

Perdi teu regaço, pois tive medo de ser filha,

pelos pedaços de um rancor ensandecido.

Espero agora, do Universo, uma nova aliança.

 

Então, meu pai, as faltas estão esmorecidas.

Pássaros cantam a mesma canção alada.

O destino jamais cobrou teu passo vacilado,

mesmo que teu nome esteja em relevo caiado,

guardo-me de erros, e na alma, como tua filha,

esperando nova infância sem despedidas,

através de um ventre sem hora marcada.

 



Categoria: poesias
Escrito por Nadilce Beatriz às 19h36
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 
 

Farol

 

Farol

Ondas do mar atracam na praia,

como navios bandidos,

esguios e mal queridos.

Vindas de portos suspeitos, quiçá,

filhos em vários leitos...

Ao farol nunca pediram guarida

em prol de tanta despedida.

Sofrendo uma agonia,

nem o brilho deste, de algo valia.

Iam assim, vadiando dia a dia a quedar-se no atol.

Mansas, ensandecidas, a jurar amor por este farol.

Jogavam-se contra as tempestades,

sem maldades, maniqueístas despojadas

a mostrar, já defloradas

o quão sereias poderiam tornar-se,

para com este farol a revoltar-se.

Mal intencionadas, atiravam-se dos fiordes

a alcançar prazeres abissais.

À noite, surgem exaustas, ignoram os sinais

do medo de um longo e intrépido dia,

extasiando assim, a mansidão do breu.

O mar precisa dos olhos do atento farol,

saciado de ondas amantes do vento,

E quando o sol raiar, sem alento,

renovar-se-ão nas orlas e maresias

Igual marujos em orgias.

 



Categoria: prosapoetica
Escrito por Nadilce Beatriz às 20h50
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 
 

Passarinho

 

Passarinho

 

Tanto voo faz o pássaro madrugador,

para retornar ao ninho

onde há passarinho.

onde há amor.

Ele é um galanteador em desalinho.

 

Tem como destino um parco vizinho,

de implacável faro inquisidor.

Um gato sem cor.

Rosto traidor.

O homem mesquinho, seu predador.

 

Sua vida pode ser de grande pensador,

quer ser de todos, adivinho.

Ensina-lhe a dor

sem pudor.

Grande aliciador de um pequeninho.

 

Um dia o mundo será passarinho,

posto que tudo é caminho.

O tempo seu padrinho,

e o homem sozinho,

a adjudicar amor sem ter um ninho.

 

 



Categoria: poesias
Escrito por Nadilce Beatriz às 22h11
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 
 

Liberdade

Liberdade

 

Sublime paladino de luz e deidade

Acuda meu crime

Destranquei as portas da liberdade

Os pássaros fugiram

Esgotaram-se as asas

Barra-me os caminhos

Agora, por pura vaidade, busco a verdade

 

Acuda meu passo

Os degraus ultrapassam os tempos

Minha canção chora

A água é salgada

A pedra é areia

Vou de encontro a obscenos ventos

 

Acuda minha coragem

Frágil quadrela que para nada serve

Descalça vai a ilusão

Da-me a letargia

Paciência para o repouso

Porque liberdade cega, fere e ferve

 



Categoria: poesias
Escrito por Nadilce Beatriz às 22h56
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 
 

Alheio

Alheio

 

Veja, o tempo só passa alheio

Se passar festeiro

Roubar-te-á de permeio

Ainda ficará insolente

A mostrar-te a corrente

Que podes, ao todo, enroscar-te

 

Será que chorar pelos abandonados

Sem ter pecados

Seriam prantos inválidos?

Vertigem, esta tragédia planejada

Aqui se chora à beira da estrada

Mesmo sem ter chão

 

Quando encontrares muitas flores

E creres em espinhos indolores

Ilusões serão favores

De um total devaneio intrigante

Capaz de perfumar num instante

Até onde existir o amor

 

E por não saber ver o alheio

Alimenta-se do mesmo centeio

Farto ou sem meio

É temer a terra firme que passa

 Contrariar o amor em graça

 Para despedir-se sem adeus.

 

 



Categoria: poesias
Escrito por Nadilce Beatriz às 21h42
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 
 

CONCURSO DE TROVAS

http://

Data: 07/08/2011 - Hora: 13,hs

Local: Caxias do Sul

IV CONCURSO ESTADUAL DE TROVAS



Categoria: Evento
Escrito por Nadilce Beatriz às 14h33
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]


UOL
 



Meu perfil
BRASIL, Sul, CAXIAS DO SUL, MEDIANEIRA, Mulher, Portuguese, Italian, Livros, Música
Outro -
Histórico
Categorias
  Todas as Categorias
  Evento
  Citação
  poesias
  indrisos
  sonetos
  prosapoetica
Outros sites
  UOL - O melhor conteúdo
  BOL - E-mail grátis
  Autores
  Recanto das Letras
  Rede Tripoli
  Sole Soccol
  Claudia Banegas
  Efigênia Coutinho
  AVSPE
  Rackel Tambara
  Lucélio Garcia
  Honório Tonial
  Patricia Lettiere
  Ana Lettiere
  minirrevista
  reticere
  Biblioteca Digital Mundial
  Amor e Luz
  ideia noir
  Rádio Putzgrila
  Nocturne (Paul Mauriat)
  ACL
  Ionara
  Tempo
  Pensamentos
  Candy Saad
  Petescadas
  CelyLua
  Miriam de Sales Oliveira
  Jardim de Flores
  Profº João Mendonça
  Teresa Gonçalves
  Amissimondoveneto/Roberto
  Olides Canton
  Geraldo J. Costa Jr
  Saa
  Sardenberg
  Delasnieve Daspet
  Musical Rapture
  Valdeck
  Antonio sempre didata
  Giane
  Poetas del Mundo
Votação
  Dê uma nota para meu blog