Amargo Amor

 

 

Doce esperança que te faz sorrir à toa

Move o galho robusto

Faz andar a vida de forma ilícita

Tão doce és!

Mas que amargo teu olhar!

Porque possuis a distância

Me trazes o tempo mais infiel

Teu sorriso é fel

Meu paraíso perdeu a infância

Se me pedires que te deite amor

É porque perdestes a consciência

És o prólogo

Mas jamais serás um epílogo

Não és amor verdadeiro

Guarda-me o sono em vão

Como homem sem noção

Num sonho derradeiro

Vens de longa saudade, oh imaturo!

Acenas às estradas e ao dia

Quão louco és!

Mas que lucidez teu devaneio!

Ouve, há silêncio na dor

Um soluço é para sempre

Deixa que eu te adentre

Porque pouco sabes de amor.