Em Fuga

Fuga

Para arrepender-se basta amar, e amar de repente

Nada do que houver será passageiro

Amar é tão inédito

Um ato brejeiro

Transparente

 

É como pensar que o mundo finda só quando se quer

Aposta-se a vida num segundo

Ainda que morre-se aos poucos

Sem ser moribundo

Sofrer

 

É com pesar que as flores também quedam sozinhas

É como um perdão sem sentimentos

Deixar que o tempo veja

Tantos lamentos

Linhas

 

Nada na confusa perda apocalíptica cura um adeus

Os dias passarão sem se entender

Difusa será a saudade

Seria bom pouco viver

Deus!

 

Assim seja, agarra-se à sanidade para extorquir uma afeição

Tão difícil sonhar o que passou

Lealdade é este amor

Foi o que restou

Cadê o chão?