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ESCREVENDO O TEMPO

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Morrer

Morrer

Estou pronta para morrer sem pressa

Nada invade meu tempo sem aresta

Uso a manta de sonhos que ainda me resta

 

Sou uma cordilheira desapegada da terra

E pela vida, socorro a esperança e faço até guerra

Sem olvidar o dom do homem e nem o da fera

 

Sei morrer em pedaços

 

Mas deixo os abraços

 



Escrito por Nadilce Beatriz às 22h10
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Sombra

 

Sombra

 A imagem que a sombra colocou em desordem

É uma abordagem de criatura infinita

Cuspida na escrita e na face da miragem

 

Protagonista sem dom, sem vida, sem liberdade

Egoísta e arguta em sua forma tosca

Mundana, não deixa marcas, só a insanidade

 

 

É a sombra de um escombro d’alma

 

Que dos entulhos da eternidade, volta com calma



Escrito por Nadilce Beatriz às 20h35
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Olhos de Felino

Olhos de Felino

A euforia que teu olhar me tenta

Invade o tempo em minha anarquia

Percalço que só tua vida inventa

 

Perguntas que o temor não responde

Fera e loucura que em ti moram juntas

São escombros de uma alma que se esconde

 

Já refuto a idéia de fuga indomada

 

Porque estou presa naquilo que não luto

 

 



Escrito por Nadilce Beatriz às 23h06
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VIDAS SEM NOMES

 

Vidas sem Nomes

Pequeninos mostram o coração calado e enorme

Estão a implorar a bondade

Dos homens de moral disforme

 

Bípedes, quadrúpedes, plumas, pelos, escamas...

Vêm aventurar suas vidas puras

Para os criadores de leis desumanas

 

Haverá pranto na queda, é iminente

 

Insigne é Deus, e a paciência do inocente 

 



Escrito por Nadilce Beatriz às 21h05
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GATO

 

 

 

 

Daisy

A noite é sutil e surpresa

Perambula na loquaz criação

Seu antepassado reflete à nobreza

 

Inspirou ao Ninja a magia da invisibilidade

Seus olhos mistificam a noite sem ser o vilão

Apesar de lograr sete mortalhas, ainda é eternidade

 

Seu afeto só pede um dono com muito tato

 

Apesar de fingir ser manso, ainda é um gato

 



Escrito por Nadilce Beatriz às 22h04
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CRIANÇA MAROTA

Criança Marota

Era um dia...Crendices. O vento parou,

Criança marota fez escala na vida

E sem rumo corria, que a hora entortou.

 

Nadava a libélula, louca, sem asas,

Desnuda de credos qual poeta sutil

Sob nuvens inquietas, repletas de águas.

 

Assim, galgou a lua num inseto.

 

Esquisitice de maluca...Que pensa correto.

 



Escrito por Nadilce Beatriz às 22h11
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MORTE NO OUTONO

Morte no Outono

 

A morte é quieta nas horas silenciosas

Do nobre galho viril queda a folha

E aos poucos caem todas, todas ociosas

 

Ai que dor a face deste tronco apresenta

Justo agora, o pintor libera a inspiração

É já uma árvore nua, sem vestimenta

 

Dirá o autor, que sou um outono hostil

 

Fecundo a terra, primavera não virá senil

 



Escrito por Nadilce Beatriz às 21h02
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