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ESCREVENDO O TEMPO

sonetos



 
 

Perdão



Escrito por Nadilce Beatriz às 20h10
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A Festa

 

Bem esperançosa vai a moça,

Vestida de deusa e dama.

Faz um drama no espelho,

Vê-se chorosa e feia.

 

Dança a festa livre e alegre,

Quando avista seu deus.

Lembrou do adeus derradeiro...

Em que gesta se meteu!

 

Corre louca da façanha,

Intrépida esquece a postura.

Que agrura sem touca aconteceu!

 

Descabida em sua estréia,

Pranteia o dia sem esquecer,

Desenxabida, a história anoiteceu! 

 



Escrito por Nadilce Beatriz às 10h57
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Desafeto

Vem a mágoa, bem mal humorada,

Desferindo sem piedades as saudades.

Colho calada a ira adestrada,

Sofrendo esta agonia em demasia.

 

Deste tormento não vejo alento,

Esgalhada veio-me a alegria,

Deitar-me a espera qual quimera,

Assim esvai-se o tempo junto ao vento

 

De assombrosa a ilusão é ditosa,

Engana a alma com toda a calma,

Perdura ingrata sem marcar data.

 

Mortalha a vida em toda despedida.

Quem dera escolher o viver sem tolher!

E amar com primazia sem se calar!

 

 

 

 



Escrito por Nadilce Beatriz às 15h52
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Murmúrios

 

 

Meu desterro vive em minhas ilusões

Guardo o tempo em coloridos trapos

Qual hinário desfeito em fé e em farrapos

Alvitrando assim, odores das prisões

 

Minha alma ouve os pecados alheios

Onde a vida grita, para ser vivida

Fingindo agraciar uma paz tolhida

Burlo assim meus parcos devaneios

 

Chamejante angustia dolorida

Eu extremo. Padeço em miseração

E neste catre adormeço ferida

 

Todos os murmúrios em mim suplicaram

Nesta fuga que divaga em meu dia

Com a beleza que ontem sepultaram

 



Escrito por Nadilce Beatriz às 10h54
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Mutante

Mutante

 

Se eu quisesse que o tempo voltasse

Difícil, frágil, débil caminho

Viveria pelo encanto que me desse

Solução como viver num ninho

 

Então, plageio o pássaro matuto

Despertando o dia com sol arrogante

Transviando meu silêncio astuto

Na rotina de viver mutante

 

Saduceu impostor, que chamo tempo

Nega-me virtudes e socorro

Feito um projeto velho e nojento

 

Fastiga-me a inércia dos letrados

Agora que aprendi a viver sem ninho

Impossível sorrir dias irados

 



Escrito por Nadilce Beatriz às 21h42
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GRANDE AMOR

Grande Amor

Grande amor que do sono vai ao sonho

Lá está ele, mesmo tempo, mesma hora

Na esperança de um amanhã risonho

Exala um tempo que não é de agora

 

Sob plátanos amarelados de outono

Ilumina-se a treva, e o espaço

Braços abertos para o abandono

No eterno adeus de imenso abraço

 

Sina que fecha os olhos da tristeza

É como dor de ver a vida partindo

Chorar igual animal sem defesa

 

Sufocar soluços sem a alma fender

Em realidade, drástica e cruel

Solução não há, é matar ou morrer

 

 



Escrito por Nadilce Beatriz às 16h19
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VERSAR

Versar



Escrito por Nadilce Beatriz às 20h12
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ASTROS EM FESTA

 

Astros em Festa

Este perfume que escorre da noite

Deixa o céu na boca do cantador

Amante, pede  à  estrela, pernoite

A chorar cá embaixo um manto dor

 

Pode ser que os astros vivam a festa

Mas nas  luzes que  brilham, embaladas

É a dor dos homens que  manifesta

Suplícios de loucuras aladas

 

Com este gosto de tempo zangado

Cai a treva no coração fisgado

 

Onde não coube o sabor de um amor

De eternidades vive o sonhador.

 



Escrito por Nadilce Beatriz às 18h35
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CAVALOS SOLTOS

Cavalos Soltos



Escrito por Nadilce Beatriz às 20h29
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